O Fundo Monetário Internacional atualizou suas estimativas para a economia do Brasil 2025, elevando a projeção de crescimento para este ano a 2,4%, 0,1 ponto percentual acima da estimativa de julho. Ao mesmo tempo, o Fundo passou a prever uma desaceleração mais intensa em 2026, reduzindo a previsão para 1,9%, 0,2 ponto percentual abaixo da projeção anterior, segundo o relatório Perspectiva Econômica Global divulgado em 14 de outubro.
O avanço nas expectativas para a economia do Brasil 2025 reflete fatores conjunturais, como uma safra agrícola recorde e desempenho robusto do setor de serviços no primeiro semestre. Ainda assim, o relatório do FMI destaca que "No Brasil, sinais de moderação estão aparecendo em meio às políticas monetária e fiscal apertadas", alertando para um ambiente de crescimento mais frágil no horizonte.
A revisão para cima em 2025 foi influenciada por resultados mais fortes do que o esperado no início do ano, incluindo um crescimento de 0,4% no segundo trimestre em relação aos primeiros três meses, segundo o IBGE. Essa robustez foi suficiente para elevar a previsão do FMI, que agora vê as Economias de Mercados Emergentes e em Desenvolvimento crescendo 4,2% em 2025, ante 4,1% estimado em julho.
No entanto, o ajuste para baixo em 2026 reflete fatores que tendem a frear a recuperação, entre eles a política monetária estrita, com a taxa básica de juros em um nível restritivo de 15%, e um espaço fiscal reduzido que limita a capacidade do governo de estimular a economia. O FMI observa também o efeito de medidas comerciais externas, ao afirmar que "Tarifas mais altas impostas pelos Estados Unidos estão reduzindo a demanda externa, com profundas implicações para várias grandes economias orientadas para a exportação".
A política comercial americana teve impacto direto nas projeções do FMI. Em agosto, o governo dos EUA impôs uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros exportados, medida que mais tarde teve isenções parciais e passou a ser objeto de negociação diplomática entre Brasil e Estados Unidos. O relatório sinaliza que esse ambiente aumenta a incerteza, reduz o apetite por investimentos e pressiona a demanda externa, elementos que ajudam a explicar a revisão para 1,9% em 2026 para a economia do Brasil 2025 quando projetada para o ano seguinte.
Além das tarifas, o FMI chama atenção para outro limite ao estímulo: "Ao mesmo tempo, o espaço fiscal restrito está reduzindo a capacidade do governo de estimular a demanda doméstica onde necessário", frase que resume a preocupação com trajetória da dívida pública. O Fundo inclui o Brasil entre os países que devem apresentar um aumento "significativo" da dívida em 2025 como proporção do PIB, ao lado de China, França e Estados Unidos, considerando os saldos primários projetados.
Para a inflação, o FMI projeta uma média anual de 5,2% em 2025 e 4,0% em 2026, sendo que o centro da meta oficial é de 3,00%, com margem de tolerância de 1,5 ponto para mais ou menos. Esse quadro de preços justifica, em parte, a postura do Banco Central, que relata ter entrado em um novo estágio da política monetária, com a Selic possivelmente mantida por um longo período em níveis elevados para buscar a meta de inflação.
O mercado e o governo seguem de olho nos dados do PIB do terceiro trimestre, que o IBGE divulgará em 4 de dezembro. A expectativa dos analistas agora precisa conciliar a melhora limitada em 2025 com os sinais de arrefecimento apontados pelo FMI para 2026, cenário que coloca a economia do Brasil 2025 entre uma recuperação moderada imediata e riscos de crescimento menor no ano seguinte.
Por fim, o relatório também atualizou projeções regionais, revisando o crescimento da América Latina e Caribe para 2,4% em 2025 e 2,3% em 2026, com destaque para o México, cuja estimativa 2025 subiu a 1,0%. No conjunto, o FMI ressalta que embora algumas economias tenham mostrado resiliência, as condições externas mais desafiadoras e o espaço fiscal limitado reduzem a margem para políticas contracíclicas.
A discussão sobre a trajetória da dívida, o efeito das tarifas e a necessidade de ajustes fiscais e monetários permanece central para entender como a economia do Brasil 2025 evoluirá nos próximos trimestres, em um contexto global marcado por maior incerteza comercial e por um aperto de condições domésticas.
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